Até a década de 1960 muitos não conheciam o que significava Ciência da Informação e o que os indivíduos faziam com essa ciência. Porém, conceitua-la há a necessidade de fazer uma retrospectiva histórica a cerca da produção de materiais que registram o conhecimento do dinamismo humano, no qual essa ações permite o surgimento de documentos para guardar essa memórias sociais (manuscritos literários, registros administrativos, selos, mapas, esculturas, etc.), estabelecimentos com objetivo de preservá-los e, também criação de especificações para organizar esses documentos.
O momento histórico para essa visão de proteger as informações mediante documentos foi entre o século XIV e XVII que tem como ênfase o período Renascentista. Nesse período a criação e a produção humana –literatura, esculturas, pinturas - considera a importância de guardar essas construções sócio históricas da época. Assim, toda gama de elementos dispostos à concretizar produções do sujeito emerge tratados e manuais, dos quais são referidos para acervos de arquivos, bibliotecas e museus. Saindo da Idade Média e passando à Idade Moderna novos tratados e manuais são escritos, pois as necessidades sociais também vão se modificando ao meio e, as situações constituídas para formação de princípios e conceitos acaba potencializando o arranjo dos documentos nos acervos e suas regras perante as instituições que as guardam.
Já no século XIX a relevância da estruturação das regras dos procedimentos técnicos desses acervos – cria-se formalmente as disciplinas de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia – essas três áreas do conhecimento é muito importante para o despontar da Ciência da Informação. Por focarem no conteúdo da forma, na instituição que obtém os documentos esqueceram do principio de que esses acervos apresentam para o mundo, a disseminação da informação. Por isso, a CI começa a olhar de maneira diferente das três áreas.
Com as mudanças, no século XIX, de descrever e organizar os documentos impressos, a ascensão dos periódicos científicos e o aumento dos livros em diversos locais do mundo, Paul Otlet e Henri La Fontaine, em 1895, começaram a pensar em como colocar esse acervo de modo que a informação fosse disposta para acondicionar toda produção humana de conhecimentos registrado. Então, Otlet iniciou a análise para uma nova disciplina cientifica, a Documentação. A nova área de conhecimento nada tinha como foco em juntar uma coleção, armazenar um estoque numa determinada instituição, mas oferecer um serviço enviesado e contribuir com as diferentes instituições.
Na década 1960 começa a Ciência da Informação levar suas primícias de disseminação da informação para as disciplinas da Biblioteconomia que, por sua vez renomearam cursos para adequar ao novo aspecto colaborativo e interdisciplinar que tem essa a área. No Brasil, a mudança ocorreu entre 1980 e 1990.
Portanto, a Ciência da Informação passou por toda essas transformações e mudanças tanto de estrutura, nomenclatura e reconhecimento como área construtiva da informação e de que, apesar de direcionar os objetivos nos registros dos conhecimentos humanos aborda outros aspectos, também empenhou na sua identidade particular e liberdade em relação as outras áreas do saber.
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